julho 27, 2014

Eu vi Planeta dos Macacos: O confronto



Matt Reeves, diretor do filme, diz que queria criar algo semelhante a histórias de Pocahontas e os Aborígenes na Austrália (população australiana que sofreu um genocídio com a invasão européia). Abordando justamente a chegada do homem em locais já habitados.

Após alguns anos do primeiro filme, a sequência finalmente está aí. Planeta dos Macacos: O confronto. Que agora, reforça ainda mais a ideia dos macacos extremamente inteligentes que conseguiram desenvolver a fala humana. Na sequência, César (líder dos macacos) se torna ainda mais poderoso e respeitados pelos outros o seu bado, que agora vivem em uma floresta perto da ponte Golden Gates, onde criaram seu próprio lar e sobrevivem da caça, em paz e longe dos humanos.

A gripe símia (vírus que dezimou quase todos os humanos do planeta) se iniciou lá no primeiro filme, quando Will (cientista que cuidou de César) desenvolveu uma droga, que tinha um efeito positivo nos macacos, mas negativo nos humanos. Will não aparece na história, dando a entender que ele morreu pela gripe.

Os poucos humanos imunes a doença ainda vivem em São Francisco, procurando desesperadamente uma maneira de sobreviver e entrar em contato com outros locais, podendo assim encontrar outros grupos sobreviventes. É aí que ocorre o encontro entre os macacos e os humanos. Quando em uma expedição a uma usina, perto de onde os macacos estavam, um homem atira em um macaco. Concertar a usina hidroelétrica era a única opção de sobrevivência dos humanos, por isso, algum deles tentam ao máximo um acordo entre as duas raças.

César dá muita importância a família, lar e paz, e baseia todas as suas decisões como líder, mantendo essas prioridades. Ele foi criado por humanos que o amavam, por isso conseguia ver o lado bom ainda existente em alguns humanos. Enquanto outros macacos, que sofreram toda a vida por experiências em laboratório e maus tratos não compreendiam a piedade de César em relação aos humanos.

Durante a trama, muitos valores étnicos são apresentados. A inteligência dada aos macacos, graças a droga, trouxe a capacidade de entender e aceitar certas coisas da maneira que queriam, assim como os humanos. Logo, alguns macacos tinham o desejo de vingança e a ambição pelo poder. Koba, vai demonstrar exageradamente esses sentimentos, como traição, arrogância e o desejo pelo poder.

Críticos afirmaram que o filme realiza um dos mais impressionantes feitos de computação gráfica já vistos nas telas. Que fazem nos perguntar se aquilo é realmente algo feito por computação ou macacos de verdade.

A continuação é bem diferente do primeiro. Já que agora, é mais sombrio e realista. Tendo mais momentos de ação e confrontos.

Mesmo que o filme deixe a entender a vinda de uma continuação, não acredito que seja necessário. Após tanta guerra, deveria ficar explicito que os macacos lutariam e por mais que ganhassem, não seriam deixados em paz. Logo, seriam eliminados. Mesmo assim, a continuação do filme está prevista para 2016.

Veja o trailer:

Um comentário / COMENTE TAMBÉM

  1. Eu estou louca querendo ver esse filme e depois de ler esse post me deu mais vontade ainda, parabéns

    http://www.talvezvinte.com.br/

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