setembro 21, 2014

O ''x'' de uma equação


Particularmente, existem algumas palavras no dicionário que não tenho nenhum apreço. Palavras quais o significado não deixo, ou não deixava, que levassem minha paz. 

Já faz alguns meses que algo estranho tem invadido meu dias. Um sentimento forte, que a princípio, duvidei. Procurei por entre o tempo, algo que fizesse sentido. Me desesperei e tive medo que se espalhasse pelo corpo. 

As madrugadas tem sido cheias das dúvidas e meu caderno cheio de palavras. Olhando pro teto e contando as horas que tenho para dormir. Os dias até uma prova. Os anos até ter que decidir.

Estou em uma corda fina entre passado e futuro. Por um tempo parei. Respirei o a fresco e olhei a vista. Esperei um sinal, uma dica, um aperto de mão, qualquer coisa. Tentei fazer com que alguém percebesse meus sinais. Percebesse minha dor em um dia triste, por mais que nunca fosse nada sério.

Torci que fosse alguém forte, pra me ajudar a carregar o peso que venho carregando. Alguém que não me perguntasse o porque. Que me abraçasse porque sabe que é o que preciso. Alguém que soubesse o que guardo no coração, sem nem precisar da chave.

Procurei. Não encontrei. Me decepcionei, e junto veio a dor. Lúcida e violenta. A respiração doía, e a agonia ganhava força. As estrelas sumiam e a lua perdia o brilho. Dia vai, dia vem, e alivia. O vento leva embora e deixa a certeza.

Certeza de que ninguém no mundo me conhece mais do que eu mesma. Ninguém vai entender meu sinais como eu entendo. Muitas vezes, nem são sinais. Que poucos são aqueles que percebem a tristeza por baixo de um sorriso. Por que no final do dia, tudo que temos é nos mesmos. No fundo, aprender a lidar consigo mesma é mais desafiante do que enfrentar o mundo. É difícil, confuso e cheio de mudanças. Mas possível.

Achei na arte, uma maneira de salvar a alma dos momentos tristes. E deixei que as palavras soltas, se juntassem pra dançar. Deixei que elas levassem meus medos embora.

Muitos dos meu medos, ainda vivem dentro de mim. Se embrenhando por entre as indecisões e causando a agonia. Tive medo, tenho medo e vou ter medo. Medo até de algum dia, talvez, não sentir medo algum. Meu maior medo sempre foi a incerteza. Dúvidas que me deixavam louca por dias ou semanas.

Aprendi a lidar.

As coisas só estão começando. Insisto em dizer isso a mim mesma todos os dias, para que junte minhas forças a cada queda. Meu futuro? Não sei. E isso tem me feito fazer mais perguntas do que o normal. ''Futuro'' nunca foi uma palavra tão assustadora como agora. Decisões nunca foram tão difíceis como agora. Destino nunca foi tão incerto como agora.

É como se em toda vida, houvesse um X. Assim como na matemática, nós temos que o descobrir. As vezes é fácil. As vezes se torna equação de segundo ou quarto grau, e temos que passar por fases. Uns mais rápidos, outros lentos. Mas no final, todos chegam a um resultado.

Durante semanas tentei fazer com que alguém ouvisse meus gritos, mas no final, tais sentimentos são meus, só meus. E não importa as milhares de vezes que eu tente me livrar deles.

Eles me tornam eu.



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