novembro 23, 2015

Qual o nosso plano?


Essa semana assisti um filme. Um filme que falava de amor, de milagres, do tempo, mas principalmente sobre o destino de cada um.

E se todos nós estivermos aqui por um motivo em especial? E se os laços que construímos com outras vidas sejam planejados? E se chamarmos isso de destino? Talvez aquele rapaz que você tanto amou tenha te ensinado algo. E você até hoje, não entendeu o motivo pelo qual ele foi embora. Uma doença, talvez. Ou um acidente tenha te ensinado a valorizar.

Meu lado racional sempre me levou a não crer em milagres ou reviravoltas impossíveis. Afinal, viver uma vida se baseando em amores perfeitos, futuro perfeito, nada mais é que um caminho cheio de decepções. Mas dentre tantas coisas que desconhecemos, não podemos apontar para algo e dizer com plena certeza que aquilo não existe.

Somos como pequenos grãos de areia vivendo em uma imensidão de incertezas.

E com grande delicadeza e fantasia, o filme Um Conto do Destino, trás questionamentos, por vezes até mesmo difíceis de serem aceitos como plausíveis, em um mundo tão cheio de racionalidade.

É num rigoroso inverno em Manhattan que se desdobram destinos prestes a se entrelaçarem.  Peter Lake, um mecânico que costuma praticar roubos para se manter vivo, enquanto Berverly Penn é uma jovem que sofre de pneumonia e está preste a morrer. Um amor que urge em ser consumido, correndo contra o tempo.

Li em alguns sites que o filme foi alvo de críticas negativas por ser fantasioso em excesso. Normalmente, associamos a imaginação ou a fantasia à crianças pequenas, com suas bonecas, suas princesas e sua mente fértil e inocente. Que bobagem a nossa, deveríamos mesmo é ter sempre conosco todos os devaneios. 

Afinal, além da ínfima realização dos prazeres individuais, qual o nosso plano?




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