dezembro 28, 2015

A cura do abraço


Quando eu era pequena acreditava que podia curar toda a dor com um abraço. Vez ou outra, minha mãe chegava no apartamento em que morávamos triste com algo que ocorria no trabalho. Ela se deitava e chorava. E eu a abraçava com toda minha força de uma menininha magrinha e pedia pra que toda aquela dor passasse pra mim. Eu fechava os olhos e só queria abri-los quando ela estivesse bem.

Funcionava. Por mais que não houvesse nenhum truque para que a dor dela passasse magicamente para mim.

Por mais que na época eu não entendesse o motivo pelo choro, eu acreditava que aquele ato, por mais simples que fosse, era como uma cura. O que percorria pelos meus braços ao redor dela era algo muito maior que qualquer tristeza: amor.

Não faço nada no qual não acredito. E não é da minha natureza fingir algo que não sinto. Não saio por aí distribuindo abraços ou sendo a pessoa mais carinhosa do mundo. Mas quando abraço, acredite, é com amor, é de coração. Talvez a menina lá de trás me fez entender a importância de simples atitudes. Tais atitudes que se tornam imensas quando feitas com amor.

Muita coisa se resolve com um abraço verdadeiro. Daqueles que tocam a alma. Daqueles que amolecem o coração. Muitos pesos se tornam mais leves quando os braços de alguém nos veem cheio de amor.

Por isso, abrace.

Mas abrace de verdade. Abrace como se estivesse querendo tirar toda as dores daquele que está entre seus braços.

Um comentário / COMENTE TAMBÉM

  1. Abraços curam sim, e eu acho que nos melhores e nos piores momentos o abraço é o que complementa. Beijos

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